SOBRE COMO O NANOWRIMO ME AJUDOU

Eu escrevo há muito tempo. Lembro que a primeira história que escrevi foi quando pediram no PROERD (é o programa, PROERD é a solução ♫) pra escrevermos sobre uma personagem envolvida com drogas. Me empolguei e acabou ficando bem maior do que era necessário. Depois disso, sempre estava escrevendo. Historinhas curtas ou entradas no meu diário; não importava, eu só precisava escrever.

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O momento mais produtivo pra minha escrita (e isso pode ser meio triste) foi durante meu fundamental, quando minha amiga (M. Csartan, autora de 2000 milhas a Oeste) escrevia suas histórias e me deixava ler. Passar tanto tempo conversando sobre escrita e personagens acabou me estimulando mais e mais; quando percebi estava enchendo cadernos de histórias. Até hoje tenho todas guardadas, pois, embora não tenham muita qualidade, são ricas em memórias.

Com o tempo eu fui escrevendo cada vez menos. Não sei exatamente o motivo, talvez eu tenha começado a procrastinar demais na internet ou fui me sentindo desmotivada, mas eu já não escrevia como antes. Ainda conseguia produzir algumas coisas, porém bem menos do que queria. Engraçado que nessa época (em pleno Ensino Médio) meu professor de Português sempre comentava sobre minha escrita e me incentivava; até hoje não sei bem o porquê, já que minhas redações nunca foram lá essas coisas (não é modéstia, juro) e era só com isso que ele tinha contato.

Durante a minha graduação eu estava ansiosa pra escrever mais, o que foi uma bela ilusão já que estava quase sempre ocupada com a pesquisa ou trabalhos. Achei que o curso de Letras me motivaria a escrever e a verdade é que eu só me senti mais insegura. Essa insegurança é bastante presente até hoje, pois eu não consigo acreditar cem por cento que as coisas que escrevo são bacanas (mesmo quando tô orgulhosa de algum trabalho), mas acho que isso é um problema de todos que escrevem.

Ano passado, porém, decidi participar pela primeira vez do NaNoWriMo (National Novel Writing Month). Se você não sabe, esse é um projeto que estimula os participantes a passarem o mês de novembro inteiro trabalhando em algum original, um mês todinho dedicado a sentar a bunda na cadeira e escrever todos os dias. Eu já conhecia o NaNo há um tempo, mas sempre achei que 1) não seria capaz de participar e 2) gostava de escrever no meu próprio tempo e achava que não precisava me obrigar a fazer isso em um mês. Bem, eu não entendia realmente a proposta do NaNo e continuei procrastinando cada vez mais minha escrita, até o momento que decidi voltar a me dedicar mais a isso e dar vida pra ideia de um romance que andava circulando minha cabeça. Depois de muita pesquisa (e de muito incentivo da Laura), eu decidi me jogar no NaNoWriMo ano passado. E foi a melhor decisão que tomei.

A verdade é que eu não consegui completar o desafio. Estava finalizando a minha monografia e só cheguei até a metade do mês (com minha história com menos de 25k e muuuuito longe de  terminar), mas não consigo nem começar a explicar como foi importante para mim passar 15 dias escrevendo sem parar. Por mais que antes eu achasse que não precisava apressar minha escrita, aprendi (embora isso seja bem óbvio) que disciplina é muito importante no processo criativo e aprendi que sou capaz. Por essas lições sempre serei grata por novembro de 2015.

E isso não foi tudo.

Quanto mais você escreve, mais você quer escrever. O trabalho conquistado naquele tempo acabou massageando minha imaginação e me fazendo querer voltar a escrever como fazia na pré-adolescência, explorando essas histórias que começavam a pipocar na minha cabeça. Talvez eu não tenha escrito tanto quanto poderia durante esse ano todo, mas fiquei bastante satisfeita com as pequenas conquistas (o conto A Rosa de Isabela sendo, talvez, a mais importante delas).

Por todos esses motivos eu vou participar do NaNo novamente esse ano. Por esses motivos eu hoje tento motivar outras pessoas que querem começar – ou voltar – a escrever a fazerem o mesmo. O evento é muito legal e pode mesmo te ajudar com seus projetos. E, vamos ser honestos, pra pessoas como nós que adoramos escrever, não podemos ficar muito tempo longe dessa atividade, precisamos das palavras pra nossa vida ser verdadeiramente completa (war flashback da minha professora do cursinho dizendo que escritor que não escreve tem a alma morta).

Novembro tá quase aí. Se joga no NaNoWriMo você também!

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